sexta-feira, 16 de março de 2012

Mesmo depois de fechar a sete chaves um coração dilacerado, como pode o amor querer tocá-lo novamente, sem ao menos dizer a sua intenção? Sinceramente, isso causa um desconforto pitoresco dentro de mim. Uma dúvida que me dilacera. Se eu pudesse viver sem um coração, seria algo maravilhoso, mas isso é impossível, pois é dele que brota todos os outros sentimentos e não estou disposto a matar minha alegria por um ação inexistente ou confusão do amor.
Quero somente criar forças para resistir as tentativas desse amor psicológico.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

 “onde guardamos nossas esperanças?”. Desde que a ouvi lendo, me pego pensando nessa questão, que já respondi diversas vezes, de diversas formas. Hoje, olhando pela minha janela os pássaros se escondendo sob os telhados ou entocados em árvores para se recolherem da chuva, digo que, nesse exato momento, minhas esperanças estão em minha iminente partida. Então, guardo tudo de que preciso e amo em meu olhar, pois é a única coisa que levarei comigo.  O meu olhar é a bagagem mais cheia e, no entanto, mais leve que carregarei em minha viagem. Antes levava comigo o peso de pessoas, coisas, palavras não ditas ou ditas em excesso, agora, sei que tudo de que preciso é o meu olhar. Esse olhar generoso, esse olhar leve, que carrega cheiro de chuva; esse olhar libertador, que me diz que posso contemplar o jardim sem possuí-lo.   Talvez sinta falta de muitas coisas, talvez não sinta falta de nada. Acho mesmo que não sentirei falta de nada. Agora, só quero partir, só quero a mudança da partida. Só quero o olhar do futuro, de quem carrega consigo todas as esperanças que não cabem em uma única vida e, por outro lado, que guarda consigo toda uma vida que cabe num único olhar.
Crônica:  Raquel Castro.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Seis horas da manhã e a lua ainda brilhando no céu. Passos rápidos para pegar o ônibus vazio. O frio da manhã parece se enfiar por dentro da blusa e congelar meus ossos. Pessoas correndo de um lado para o outro, sempre com pressa, como se o tempo lhes cobrasse alguma coisa. A cabeça cheia e o coração vazio, um cheiro conhecido, perdido no tempo que me faz lembrar que desde sempre me sinto fora do mundo. Que nunca me senti parte de qualquer coisa que seja. Sempre deslocada, de qualquer ambiente em que esteja. A solidão se faz presente e o desejo de um abraço chega a doer. Pensamentos vão e vem, com uma velocidade tal que chega a me deixar zonza.O ponto chega e desço do ônibus rezando por algo melhor no decorrer do dia...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Às vezes, encontro coisas tão parecidas com o que eu sinto, que me assustam. 



quarta-feira, 11 de maio de 2011

Tem coisas nesse blog que eu não consigo nem ler, mas apagar vai além do meu desejo. Algumas palavras perderam o sentimento e com ele o sentido, há uma linha que divide o amor do ridículo.
Mas como bem disse Cazuza: O amor é o ridículo da vida!

quarta-feira, 13 de abril de 2011


  Passei a noite em claros estudando pra prova da faculdade e de repente me peguei olhando álbuns escolares antigos, fotos de amigas que não vejo há algum tempo. Comecei a lembrar dos meus tempos de oitava série, que época boa.Lembro como se fosse hoje todas nós indo parar na sala da diretora por ter feito guerra de bolinha de papel dentro da sala,por ter posto super bonder nos bebedouros,o que é isso? meninas ou terroristas? brincavam os inspetores.Parece que foi ontem eu escutando: Dayse, vai direto pra sala ou então vai terminar o dia na diretoria, vou ligar pra sua mãe.E quando lembro da época que pensávamos que o nosso maior problema era o 5 tirado em matemática,que época maravilhosa,quanta inocência. Lembro como se fosse hoje o dia da nossa formatura, todo mundo com lágrimas nos olhos, com um sorriso no rosto, lembrando de tudo que aprontamos durante o ano inteiro, como ríamos naquele dia.E tinha também o nosso pior medo que acabou virando a nossa pior realidade: lembro que tínhamos o receio de que aquela amizade que achávamos ser pra sempre, no futuro não fossem apenas lembranças e que os contatos não fossem apenas projetos.Pois bem foi o que aconteceu, descobrimos que nossa amizade ainda dura para sempre,e que os contatos sempre serão projetos futuros,descobrimos também que temos problemas maiores do que uma nota baixa,e acabamos tendo que aceitar o fato de saber que a única coisa que nos restou daquela época , foi nada mais nada menos, do que as terríveis lembranças, aquelas que nós tínhamos tanto medo. Mas digo as vocês, sempre serão as melhores lembranças que eu vou ter, e digo mais vou leva-las em um lugar onde nada nem ninguém, nem mesmo o tempo será capaz de arrancar de mim.Como eu queria ter a mente que tenho hoje, e poder agradecer aos meus mestres por terem feito o que sou hoje e dizer com lágrimas nos olhos: Obrigada por tudo.

terça-feira, 29 de março de 2011

Eu e Janaina descemos do ônibus em São Paulo com o coração acelerado, sabia que aquele era o nosso lugar.
As pessoas que passavam por ali encantavam minha amiga Janaina de uma forma expetacular, os ares eram outros comparado com aquela cidade pacata da qual morava e foi ali, naquela sexta-feira que vivera 2 horas de emoção.
Ao entrarmos no primeiro vagão um vuco vuco de gente, sentia-se uma estrangeira, e naquela multidão avistara um moço com cabelos bagunçado, blusa xadrez azul, barba e óculos, ele estava com seu livro na mão e parecia não se importar em ler em pé, o olhar de Janaina não conseguiu disfarçar até que ele retribuiu, ela queria sorrir ou pelo menos falar um "oi" para aquele desconhecido, mas nada saia, ele parou de ler o livro ficara um pouco sem graça e logo se apressou para pegar o próximo metrô.
Janaina o perdera de vista só por um momento o destino tratou logo de traçar um laço. Ela ficara feliz por encontra-lo novamente, por sua vez sentara na frente daquele moço, ele continuara lendo seu livro, talvez uma ação de nervoso, ou não, Janaina não sabia ao certo, no entanto tentava controlar suas emoções, quis ter um papel e uma caneta ao alcance assim podia anotar seu telefone para que ele pudesse a encontrar, mas nada feito... Logo Eu e Janaina chegariamos ao nosso destino "estação são caetano" e daqui eles se perderiam, mas no fundo ela sabia que aquele fora o amor breve de metrô mais lindo.