sábado, 26 de março de 2011

Hoje abri minha gaveta com medo de encontrar a senha do maldito cartão de crédito, sinceramente não pretendia encontrar tanta coisa perdida. Papéis rasgados, algum lixo imundo, algumas contas, um boleto do dentista, cartas passadas. Alguns objetos, dois óculos escuros, duas carteiras, chaveiros de pelúcia e muita bagunça. Achei, achei a senha, deixei de canto e arrumei a gaveta, sorri, levemente, mas sorri. Uma gaveta com quase minha vida inteira, aquilo era pura saudade.

terça-feira, 22 de março de 2011

Uma Carta pra você!!!

Oi D., a última vez que te escrevi foi de Paris. Paris foi incrível. Os museus, os restaurantes, os hotéis. As pessoas? As pessoas nem tanto. Eu só consegui pensar em você. Não pensei naquelas pessoas, estrangeiras. Só pensava em você. Mas não vamos falar de você. Nem de mim. Afinal, o combinado era não termos mais nenhum contato por pelo menos alguns meses. Tempo. Tempo pra nós dois. Lembra? Um tempo para fazermos o que tínhamos que fazer. O que eu fiz? Fugi de você, pra ver se as ideias voltam ao lugar. As ideias não voltaram, muito menos eu. Peguei um avião em Paris e parti para a Turquia. Pois é, nunca te disse isso, mas sempre quis conhecer Istambul. Eu sei, você vai dizer que eu sou doido. Talvez eu seja mesmo. Esse negócio de ir as alturas, sentir-se pequeno diante de uma imensidão, de um horizonte que me faz muito bem,e eu estou falando sério. Quando eu chegar lá, te conto como está sendo a viagem. Na verdade eu não conto. Eu escrevo pra um dia te mostrar. Um dia quando nós dois estivermos realmente amadurecidos. Porque a gente sabe que ainda tem muito o que aprender. Que  esse tempo que a gente se deu é importante para os dois. Você sabe disso, não sabe? já desviei de tudo o que eu queria te contar. Queria te contar que estou partindo pra outra aventura. E quando voltar te conto tudo. Te conto até se em algum momento dessa fuga de você eu consegui te esquecer. E me conta um pouco de você. Como é que você está? E lá vou eu de novo fugir do prometido. É a última vez, eu prometo.

Beijos
R. M



Eu nunca entendi. Se você olhar para o céu agora, irá ver o mesmo céu de quando nos conhecemos. Lembro que queríamos uma noite rodeada de brilho, estrelas, mas apareceram algumas e tampadas por aquela neblina. Brinquei que poderia chover e acabar com meu penteado e você, sorriu, comentei do meu poder sobre a chuva e então ficamos a esperando. Não choveu.Nossa amiga em comum comentou comigo no dia seguinte que não devíamos ter nos conhecidos. Nunca entendi porque nossa relação sempre pareceu ser bem mais do que foi, uma semana parecia um mês, eu tinha a sensação que te conhecia a séculos.Sempre fomos algo desconhecido, sem nome. Em uma das nossa últimas conversas você comentou que éramos um tipo de amigos, mas qual? Nunca soube. Eu sabia desde o início que de alguma forma seria eu a estragar tudo isso, a me arrepender, a escrever, a ter saudades absurdas, mas eu sou impulsiva demais e previsível. Você assistiu tudo, viu tudo acabar e viu também eu querer voltar, e leu, leu tudo que escrevi para ti. Eu sinto sua falta e não carrego mais nenhuma forma de dizer.Há dias me controlo para não vir aqui e dizer qualquer coisa sobre nós, qualquer coisa, eu e essa mania de achar que pode mudar tudo. Mas não sei, não sei o que me fez falar tudo isso, porque nunca soube formular direito meus sentimentos mais agora eu sei. No nosso último encontro eu te abracei muito forte, muito mesmo e recordo que pensei no momento em que te sentia “o melhor abraço do mundo”, e você não disse nada.Não sei se irá compreender, mas parecia que meu corpo pressentia, mas minha mente não acompanhava, era um abraço de despedida, de quem tenta me mostrar o que é o certo e o lado bom da vida, mas estou conseguindo me afastar dessas lembranças, só que ás vezes, não tem como, eu me deixo levar e fico lembrando de como era bom.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Não dava pra dormir.
Havia muitos sentimentos transbordando e fechar os olhos provocava aquela inundação indesejada.
Tanta coisa está se passando...Até minha fiel companheira, a caneta, foge de mim.
Não é bem a caneta que foge, são as coisas a serem escritas por ela.
Você já teve um sentimento sem nome?
Pois me explica, eu tenho tantos... quero entendê-los. Eu já nem me entendo. Não sei mais o que quero.
Acho que quero tanta coisa, que o que eu quero nem existe mais!


sábado, 5 de março de 2011

Fiquei tão só, aos poucos. Que as vezes, nos fins de semana principalmente, tiro o fone do gancho e escuto, para ver se não foi cortado. E Não foi.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Somos quem podemos ser,sonhos que podemos ter..lalala...Os versos da música "Somos quem podemos ser" do Humberto Gessinger soa contempôranea ainda nos dias atuais,isso por que o ser humano insiste em expressar suas vaidades, fraquezas em atitudes que muitas vezes soam contraditórias demais,se não bastasse a correria frenética do cotidiano de quem muito tem a fazer ainda somos obrigados a lidar com situações que soam no mínimo patéticas demais,de um lado pessoas incríveis que realmente agregam a diferença ao conhecimento muito além do universo da sala de aula enquanto que outras insistem em ser apenas mais uma figura caricata de sua insignificância,por que existe algo pior do que uma pessoa vazia, amarga e limitada em um universo que se resume a sorrisos irônicos, caras e bocas que ao meu ver deixam qualquer artista de um circo renomado no chão de tamanha cena criada por tais figuras,cabe a cada um de nós criarmos um meio confortável de lidarmos com a diferença tão presente entre nós meramente "Mortais", ou , eu poderia me julgar acima do bem e do mau?.Por que a partir do momento em que me julgo superior em sei lá o que, passo a acreditar que certamente faço a diferença..Pois é,existem pessoas assim nesse mundo com todas essas características que ao meu ver soam negativas demais a tal ponto de em alguns momentos me levarem a um questionamento momentâneo sobre tais atitudes..Ok, será que as mesmas precisam de "Cena" pra darem aqueles sorrisinhos sarcásticos ou então aqueles olhares que dizem tudo e ao mesmo tempo não dizem nada...E láia e eu que pensei que isso só existisse na ficção mas não, existe no plano real nem que o palco seja no cotidiano de pobres mortais como nós,eu particularmente procuro me relacionar bem com todo mundo na medida do possível, acredito que todos nós podemos de alguma maneira contribuir pra existência do outro sem aumenos enchergar vantagens, futilidades e tantos outros enganamentos que possam existir pra classificar aquele ou aquela pessoa próxima a nós..A amizade é algo a ser conquistado é claro,sentar em uma mesa de bar,pegar um cinema,receber amigos em casa necessitam de alguns critérios de afinidade,claro que quando não se existe essa afinidade aumenos o respeito ou melhor a sensatez devem fazer parte do roteiro daqueles que insistem em fazer de suas vidas um verdadeiro acontencimento mesmo que seja em sorrisinhos irônicos, conversinhas medíocres e sei lá o que...Nesses meus 25 anos aprendi a lidar com a diferença com uma maestria imensa, aceito as diferenças numa boa e faço por onde pra conviver na mais perfeita sintonia com todos que me cercam é claro que guardadas as devidas proporções,Pois é, não vou ser hipócrita de dizer que acho tudo e todos perfeitos assim como tantos por ai, tenho as minhas escolhas e delas as transformo em conquistas e as minhas amizades são conquistas verdadeira que vão muito além de comentários venenosos,autoafirmações baratas ou ceninhas de teatro.Isso cansa sabia?Cansa por soar falso demais, é tanta cena que a gente vê por ai que esses talentos deveriam estar na novela das nove e ai quem sabe essa auto afirmação falsa faria sentindo, já que uma boa ficção necessita de elementos que muitos por ai esbanjam com uma criatividade invejável....A tela da Tv Brasileira ainda é pouco pro talento dessas pessoas, talvez a tela do cinema conseguisse captar os tais talentos em sua essência teatral....Ops!!!Me divirti demais ao escrever esse post...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011






Algo batia forte no meu peito. Eram as palavras pedindo para serem ditas,


declarações controladas pela situação.Ao teu ouvido, dizer as mais sinceras palavras.