Tem coisas nesse blog que eu não consigo nem ler, mas apagar vai além do meu desejo. Algumas palavras perderam o sentimento e com ele o sentido, há uma linha que divide o amor do ridículo.
Mas como bem disse Cazuza: O amor é o ridículo da vida!
quarta-feira, 11 de maio de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Passei a noite em claros estudando pra prova da faculdade e de repente me peguei olhando álbuns escolares antigos, fotos de amigas que não vejo há algum tempo. Comecei a lembrar dos meus tempos de oitava série, que época boa.Lembro como se fosse hoje todas nós indo parar na sala da diretora por ter feito guerra de bolinha de papel dentro da sala,por ter posto super bonder nos bebedouros,o que é isso? meninas ou terroristas? brincavam os inspetores.Parece que foi ontem eu escutando: Dayse, vai direto pra sala ou então vai terminar o dia na diretoria, vou ligar pra sua mãe.E quando lembro da época que pensávamos que o nosso maior problema era o 5 tirado em matemática,que época maravilhosa,quanta inocência. Lembro como se fosse hoje o dia da nossa formatura, todo mundo com lágrimas nos olhos, com um sorriso no rosto, lembrando de tudo que aprontamos durante o ano inteiro, como ríamos naquele dia.E tinha também o nosso pior medo que acabou virando a nossa pior realidade: lembro que tínhamos o receio de que aquela amizade que achávamos ser pra sempre, no futuro não fossem apenas lembranças e que os contatos não fossem apenas projetos.Pois bem foi o que aconteceu, descobrimos que nossa amizade ainda dura para sempre,e que os contatos sempre serão projetos futuros,descobrimos também que temos problemas maiores do que uma nota baixa,e acabamos tendo que aceitar o fato de saber que a única coisa que nos restou daquela época , foi nada mais nada menos, do que as terríveis lembranças, aquelas que nós tínhamos tanto medo. Mas digo as vocês, sempre serão as melhores lembranças que eu vou ter, e digo mais vou leva-las em um lugar onde nada nem ninguém, nem mesmo o tempo será capaz de arrancar de mim.Como eu queria ter a mente que tenho hoje, e poder agradecer aos meus mestres por terem feito o que sou hoje e dizer com lágrimas nos olhos: Obrigada por tudo.
terça-feira, 29 de março de 2011
Eu e Janaina descemos do ônibus em São Paulo com o coração acelerado, sabia que aquele era o nosso lugar.
As pessoas que passavam por ali encantavam minha amiga Janaina de uma forma expetacular, os ares eram outros comparado com aquela cidade pacata da qual morava e foi ali, naquela sexta-feira que vivera 2 horas de emoção.
Ao entrarmos no primeiro vagão um vuco vuco de gente, sentia-se uma estrangeira, e naquela multidão avistara um moço com cabelos bagunçado, blusa xadrez azul, barba e óculos, ele estava com seu livro na mão e parecia não se importar em ler em pé, o olhar de Janaina não conseguiu disfarçar até que ele retribuiu, ela queria sorrir ou pelo menos falar um "oi" para aquele desconhecido, mas nada saia, ele parou de ler o livro ficara um pouco sem graça e logo se apressou para pegar o próximo metrô.
Janaina o perdera de vista só por um momento o destino tratou logo de traçar um laço. Ela ficara feliz por encontra-lo novamente, por sua vez sentara na frente daquele moço, ele continuara lendo seu livro, talvez uma ação de nervoso, ou não, Janaina não sabia ao certo, no entanto tentava controlar suas emoções, quis ter um papel e uma caneta ao alcance assim podia anotar seu telefone para que ele pudesse a encontrar, mas nada feito... Logo Eu e Janaina chegariamos ao nosso destino "estação são caetano" e daqui eles se perderiam, mas no fundo ela sabia que aquele fora o amor breve de metrô mais lindo.
sábado, 26 de março de 2011
Hoje abri minha gaveta com medo de encontrar a senha do maldito cartão de crédito, sinceramente não pretendia encontrar tanta coisa perdida. Papéis rasgados, algum lixo imundo, algumas contas, um boleto do dentista, cartas passadas. Alguns objetos, dois óculos escuros, duas carteiras, chaveiros de pelúcia e muita bagunça. Achei, achei a senha, deixei de canto e arrumei a gaveta, sorri, levemente, mas sorri. Uma gaveta com quase minha vida inteira, aquilo era pura saudade.
terça-feira, 22 de março de 2011
Uma Carta pra você!!!
Oi D., a última vez que te escrevi foi de Paris. Paris foi incrível. Os museus, os restaurantes, os hotéis. As pessoas? As pessoas nem tanto. Eu só consegui pensar em você. Não pensei naquelas pessoas, estrangeiras. Só pensava em você. Mas não vamos falar de você. Nem de mim. Afinal, o combinado era não termos mais nenhum contato por pelo menos alguns meses. Tempo. Tempo pra nós dois. Lembra? Um tempo para fazermos o que tínhamos que fazer. O que eu fiz? Fugi de você, pra ver se as ideias voltam ao lugar. As ideias não voltaram, muito menos eu. Peguei um avião em Paris e parti para a Turquia. Pois é, nunca te disse isso, mas sempre quis conhecer Istambul. Eu sei, você vai dizer que eu sou doido. Talvez eu seja mesmo. Esse negócio de ir as alturas, sentir-se pequeno diante de uma imensidão, de um horizonte que me faz muito bem,e eu estou falando sério. Quando eu chegar lá, te conto como está sendo a viagem. Na verdade eu não conto. Eu escrevo pra um dia te mostrar. Um dia quando nós dois estivermos realmente amadurecidos. Porque a gente sabe que ainda tem muito o que aprender. Que esse tempo que a gente se deu é importante para os dois. Você sabe disso, não sabe? já desviei de tudo o que eu queria te contar. Queria te contar que estou partindo pra outra aventura. E quando voltar te conto tudo. Te conto até se em algum momento dessa fuga de você eu consegui te esquecer. E me conta um pouco de você. Como é que você está? E lá vou eu de novo fugir do prometido. É a última vez, eu prometo.
Beijos
R. M
Beijos
R. M
Eu nunca entendi. Se você olhar para o céu agora, irá ver o mesmo céu de quando nos conhecemos. Lembro que queríamos uma noite rodeada de brilho, estrelas, mas apareceram algumas e tampadas por aquela neblina. Brinquei que poderia chover e acabar com meu penteado e você, sorriu, comentei do meu poder sobre a chuva e então ficamos a esperando. Não choveu.Nossa amiga em comum comentou comigo no dia seguinte que não devíamos ter nos conhecidos. Nunca entendi porque nossa relação sempre pareceu ser bem mais do que foi, uma semana parecia um mês, eu tinha a sensação que te conhecia a séculos.Sempre fomos algo desconhecido, sem nome. Em uma das nossa últimas conversas você comentou que éramos um tipo de amigos, mas qual? Nunca soube. Eu sabia desde o início que de alguma forma seria eu a estragar tudo isso, a me arrepender, a escrever, a ter saudades absurdas, mas eu sou impulsiva demais e previsível. Você assistiu tudo, viu tudo acabar e viu também eu querer voltar, e leu, leu tudo que escrevi para ti. Eu sinto sua falta e não carrego mais nenhuma forma de dizer.Há dias me controlo para não vir aqui e dizer qualquer coisa sobre nós, qualquer coisa, eu e essa mania de achar que pode mudar tudo. Mas não sei, não sei o que me fez falar tudo isso, porque nunca soube formular direito meus sentimentos mais agora eu sei. No nosso último encontro eu te abracei muito forte, muito mesmo e recordo que pensei no momento em que te sentia “o melhor abraço do mundo”, e você não disse nada.Não sei se irá compreender, mas parecia que meu corpo pressentia, mas minha mente não acompanhava, era um abraço de despedida, de quem tenta me mostrar o que é o certo e o lado bom da vida, mas estou conseguindo me afastar dessas lembranças, só que ás vezes, não tem como, eu me deixo levar e fico lembrando de como era bom.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Não dava pra dormir.
Havia muitos sentimentos transbordando e fechar os olhos provocava aquela inundação indesejada.
Tanta coisa está se passando...Até minha fiel companheira, a caneta, foge de mim.
Não é bem a caneta que foge, são as coisas a serem escritas por ela.
Você já teve um sentimento sem nome?
Pois me explica, eu tenho tantos... quero entendê-los. Eu já nem me entendo. Não sei mais o que quero.
Acho que quero tanta coisa, que o que eu quero nem existe mais!
Havia muitos sentimentos transbordando e fechar os olhos provocava aquela inundação indesejada.
Tanta coisa está se passando...Até minha fiel companheira, a caneta, foge de mim.
Não é bem a caneta que foge, são as coisas a serem escritas por ela.
Você já teve um sentimento sem nome?
Pois me explica, eu tenho tantos... quero entendê-los. Eu já nem me entendo. Não sei mais o que quero.
Acho que quero tanta coisa, que o que eu quero nem existe mais!
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